Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor
— João de Barro - Leandro Léo
Creio que a vida poderia ser um pouco mais fácil e que os filmes nas grandes telas deixassem de ser tão ilusionistas ou então transformassem logo em pura mágica convidando Cris Angel e Mister “M” para um duelo épico.
Mas, nem tudo se encontra em tanta mágica e muito menos nas telas do cinema. Algumas coisas só tem conhecimento quem já viveu, quem já arriscou e perdeu, quem já ganhou, quem suou, mas que no final não desistiu de ter, de ser.
Não somos tão inteligentes como deveríamos ser, não aprendemos com os erros alheios e nos arrependemos mais de uma vez sobre a mesma coisa.
Tropeçamos, gastamos mais que a conta, sorrimos, não dormimos, compramos, choramos, nos reunimos para a alegria de uma pessoa, magoamos, abusamos da força da mente, acreditamos da mesma forma que desacreditamos, somos quem podemos ser.
E depois de tanto estrada percorrida o importante é não desistir, persistir.
Não deixar de sonhar, viver, sorrir, sentir a brisa batendo no rosto ou então deixa-lá te levar ate aonde pode-se levar.
Então, que seja isso ou não seja nada, entendam ou então não, mas acreditem que tudo pode ser melhor.
Eu quero cozinhar alguma coisa enquanto você espera de pernas pro ar, com seus vestidinhos frescos, bebendo um vinho branco levemente gelado. Quero fazer amor contigo no sofá e descansar em paz na nossa cama santa. Quero te beijar a meia-noite. Todas as meia-noites. Quero não ser mais este especialista tosco no quesito vida desperdiçada.
— Gabito Nunes (via dearwoman)
Cinco minutos perto de você melhoram absurdamente o meu dia. Você deveria se sentir especial por isso, as outras pessoas levariam horas.
Parei um pouco de escrever para olhar pela janela e principalmente para ver se eu conseguia deter o parafuso entrando no pensamento. Acho que consegui. Porque quando começo assim não consigo mais parar, e não quero que eles me dêem aquela injeção, não quero ouvir eles dizendo que não tem remédio, que eu não tenho cura, que você não existe. Eu acho graça e penso em como você também acharia graça se soubesse como eles repetem que você não existe. Depois eu paro de achar graça e fico olhando a porta por onde não entra o telefone por onde você não fala e me lembro do pedaço apodrecido daquela maçã e então penso que talvez eles tenham razão, que talvez você não exista mesmo. Mas não é possível, eu sei que não é possível: se estou escrevendo para você é porque você existe. Tenho certeza que você existe porque escrevo para você, mesmo que o telefone não toque nunca mais, mesmo que a porta não abra, mesmo que nunca mais você me traga maçãs e sem as suas maçãs eu me perca no tempo, mesmo que eu me perca. Vou terminar por aqui, só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito.
— Carta para além do muro, Caio Fernando Abreu (via entreversos)